Conheço pessoas que não tendo uma educação muito católica, daquelas impostas pela família, se envangilizaram após terem tido contacto com a obra de Neale Donald Walsh, Conversas com Deus, que também li e gostei mas por ai não fiquei.
Esse meu amigo vê o livro como os católicos vêm a sua bíblia, o autêntico livro sagrado, sem grande abertura para outras visões, outras perspectivas que por vezes até partilham do mesmo ideal mas que apresentam o seu modo de ver a vida, a sociedade, a crença…
Neale é um homem sábio que leu muito antes de escrever o Conversas com Deus, também quem o deseja conhecer melhor terá de o fazer.
Quando medimos quantidades de água, fazemo-lo em litros, quando pesamos batatas utilizamos o quilograma, daí que não devemos conceber tudo da mesma forma senão a nossa. A nossa forma é, ou deve ser composta de tudo quanto vemos e absorvemos a única singularidade deverá ser quando dizemos que esta é a nossa forma. Em relação ao livro, apresenta uma forma de ver Deus, que é a do autor que é influenciada por tudo o que ele quis conhecer e o que não quis, tem tudo o que ele viveu e o que ele queria ter vivido e sue único propósito ao escrever o livro foi o de partilhar uma visão muito nobre, bonita, compreensiva e capaz de ver o mundo, de estar nele com menos dor e incompreensão. Quis mostrar que não é preciso ser católico ou muçulmano para ser um seguidor de Deus, do bem, da justiça e do amor.Mas o meu amigo depois de ler, logo os três livros de seguida, sem tempo para digerir cada um com a mesma calma com que se saboreia um bom vinho, assumiu a missão de seguir todas as normas do seu manual sagrado. Que o autor o faça, tudo bem, mas o meu amigo não deve reger-se por experiências que não seja a sua, deve sim procurar acrescentar algo seu para poder assim trilhar o seu próprio caminho. As únicas regras a cumprir são as que estabelecemos através da nossa razão que cresce connosco, com o que lemos, ouvimos, vivemos, sentimos, a razão está em tudo aquilo que compreendemos e não o contrário.
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