terça-feira, 13 de maio de 2008

Quando somos bons descobrimos os maus, são quem nos procura, ou melhor, são quem nos encontra e sem demora começam a usufruir da nossa bondade.
Quando somos maus realçam-se as virtudes dos que nos rodeiam, os bons, acalmam a nossa ira proporcionando-nos relaxamento até que esquecemos a maldade.
Se não formos bons nem maus seremos ninguém nos vê. Não servimos nenhuma necessidade e com tantas pessoas, boas e más, por aí quem se irá interessar por um equilíbrio que não é uma coisa nem outra, o que não é nada.
Eu serei rico para os pobres para que se sintam pobres, serei pobre para os ricos, para que se sintam ricos, serei mau para os bons, para que se sintam ainda melhores, serei bom para os maus para que se sintam ainda piores, serei tudo para os que não têm nada para que saibam que afinal sempre têm, serei nada para quem tudo tem para que saiba que afinal não tem, serei relativo para o concreto e concreto para o relativo, estarei morto para os vivos e vivo para quem se considera morto.

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